PELA NOSSA TERRA
Numa época de arrefecimento económico, em que o país se encontra amordaçado na persistência obsessiva deste governo pelo controlo do défice público, concretizado através de cortes cegos no investimento público, sem olhar ao bem estar e á qualidade de vida das populações de que é exemplo o PIDDAC 2004, o qual foi particularmente penalizador para o Concelho de Condeixa -a- Nova ao qual foi atribuída pelo governo a “fortuna” de 38 496 Euros (7717 cts). O que levou o PS de Condeixa a questionar publicamente o governo sobre o que é que é possível fazer com esta “Fortuna”? e não pensem que não existem obras, basta pensar na resolução do problema da antiga EN 1 (actual IC 2 ), que divide o concelho em dois, muitas vezes prometido, mas nunca concretizado e que impede o desenvolvimento do nosso Concelho de forma integrada e harmoniosa.
Esta situação é, particularmente, gravosa tendo em conta que, ao longo das últimas duas décadas, o crescimento económico, e consequente desenvolvimento do nosso país assentou no crescimento do investimento público, num país em que impera o centralismo político- administrativo, de um governo que sob a capa da desconcentração do poder prometeu mundos e fundos, já todos se esqueceram, certamente, da anunciada transferência de poderes da administração central para o poder local que passava, entre outras coisas, pelo fim dos governos civis, e que na prática acabou por limitar, ainda mais, a acção dos municípios limitando a sua capacidade de financiamento, impedindo que os autarcas pudessem realizar as obras necessárias para o desenvolvimento das suas terras. De facto, por vezes fico espantado e indignado com a hipocrisia com que os actuais governantes tratam o poder local, que moralidade tens estes senhores (governantes) para acusarem o poder local de despesista, quando a administração pública portuguesa, nas suas diversas vertentes, é um exemplo acabado de má gestão e despesismo descontrolado.
A própria Ministra das Finanças, num raro momento de lucidez, reconheceu que 50% da máquina do estado trabalha para ela própria numa assustadora reprodução de trabalho burocrático A forma como este governo tem posto em causa a autonomia do poder local, nomeadamente ao nível da autonomia financeira, vide o recente exemplo da forma abrupta como foram efectuadas as alterações aos impostos autárquicos, deve ser um motivo de profunda reflexão para todos nós queremos o melhor para a nossa terra, para a nossa região. Nós socialista de Condeixa iremos estar atentos, e não vamos deixar que as políticas erradas prosseguidas por este governo ponham em causa o futuro e o desenvolvimento da nossa terra.
É neste cenário que a Câmara Municipal de Condeixa – Nova gere os destinos do nosso Concelho apostando, apesar das limitações impostas pelo poder central, claramente no futuro, no desenvolvimento continuado, harmonioso e equilibrado. Desenvolvimento que assenta na conclusão das diversas obras iniciadas anteriormente, das quais se destaca a Nova Escola e as Piscinas Municipais Cobertas, investimentos que são o culminar do desenvolvimento que Condeixa teve nos últimos dez anos, fruto da gestão socialista que consegui dotar o nosso concelho com um conjunto de equipamentos essenciais para melhoria do bem estar e para a qualidade de vida das nossas gentes, situação que se torna mais evidente e digna de realce se compararmos com a relativa estagnação que caracteriza alguns dos concelhos vizinhos como Soure e Penela, curiosamente de gestão social democrata.
Apesar, das dificuldades criadas pelo governo PSD/PP, a aposta no desenvolvimento harmonioso e integrado do concelho mantém-se, senão vejamos, está previsto para 2004/2005 o início da construção do parque verde da Quinta de São Tomé (Ribeira de Bruscos), a continuação do alargamento da Zona Industrial de Condeixa, a aposta clara no melhoramento e alargamento da rede viária do concelho, abrangendo a totalidade das freguesias do concelho, a melhoria da rede de saneamento e da rede de águas, o início da construção da biblioteca municipal.
Mais obras haveria concerteza a juntar a estas, se não fosse a incapacidade de decidir deste governo, a indefinição reinante, só isso justifica que obras que tem possibilidade de ter apoios comunitários e que necessitam dos mesmos para serem concretizadas, como o Centro Cultural Fernando Namora, a remodelação da Praça da República, para já não falar da recuperação dos antigos Paços do Concelho, continuem a aguardar decisão dos órgãos governamentais, que gerem os fundos comunitários, para que as verbas sejam desbloqueadas.
(Nuno Moita da Costa)